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23 de abr de 2011

Cão espera, na porta de um hospital, a volta de seu dono que morreu

Totó está há meses na porta do hospital Azevedo Limal esperando o seu dono

Olhar perdido e choro constante, o vira-lata mais conhecido do Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), Fonseca, em Niterói, revive a história do filme “Sempre ao seu lado”, do diretor Lasse Hallström. Totó, como é chamado pelos funcionários do hospital, está há dez meses na porta da instituição, aguardando o improvável: o encontro com seu dono.

Segundo frequentadores do hospital, o cachorro chegou acompanhado de um senhor de idade, vítima de um atropelamento na Alameda São Boaventura, também no Fonseca. Ele ficou na porta, aguardando o dono e está lá desde junho do ano passado. Os vizinhos do hospital dizem que o paciente faleceu na unidade. Apesar de nenhuma versão oficial, a história é conhecida por todos e propagada, constantemente, como verdadeira.

“Toda vez que um senhor sai do hospital, ele se aproxima e cheira, como não reconhece o cheiro volta para o canto dele e começa uivar como se fosse um choro”, contam funcionários.

A presença de Totó atraiu uma cadela para a porta do hospital e com receio de que outros animais apareçam, a direção da unidade resolveu, segundo funcionários, chamar a Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa) para retirar o animal, caso ele não consiga um lar até sexta-feira.

O futuro de Totó parece certo. Uma pessoa, comovida com a história, ficou de levar hoje o cão para um sítio. A namorada de Totó, no entanto, continua sem destino. A direção do hospital não quis se pronunciar.
Filme - O longa-metragem “Sempre ao seu lado”, de 2009, estrelado por Richard Gere, conta uma história real, que aconteceu no Japão. Todos os dias Hachiko, o cachorro, acompanhava seu dono até a estação de trem e estava lá quando ele voltava para casa. Um dia, o dono sofreu um infarto e morreu. O cachorro ficou aguardando-o no mesmo lugar. Há hoje na estação de Shibuya uma estátua de Hachiko, no lugar onde ele ficava esperando seu dono voltar.

Fonte: jornal.ofluminense.com.br












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