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16 de mar de 2011

Koff: Dissidência do Grêmio não inviabiliza acordo com TV



Ricardo Matsukawa/Terra


Cinco dias após a Rede TV! acertar o pagamento de R$ 1,548 bilhão para transmitir os Campeonatos Brasileiros de 2012 a 2014, condicionado à assinatura dos 20 filiados ao Clube dos 13, o Grêmio divulgou, nesta quarta-feira (16), que assinará contrato com a Globo. Ex-presidente gremista e atual líder do C13, Fábio Koff acredita que o anúncio tricolor não estraga a licitação de que participou sozinha a emissora paulista. "Não inviabiliza não", garantiu a Terra Magazine.
 
Ele ainda confia na interpretação do estatuto da entidade que concede à sua diretoria a legitimidade de negociar os direitos de TV representando seus 20 membros.
 
- Se o regime é desrespeitar a lei, tudo bem, vamos entrar no baile e dançar conforme a música, não vale mais a lei, não vale mais o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), não vale mais lícito penal, não existe lícito civil, tudo bem, faço o que quero - ironizou Koff, que comanda o C13 desde 1996.
 
O dirigente também assegurou que o valor combinado com a Rede TV! não será reduzido. "Não vai baixar não. Vamos ver como esses clubes vendem duas vezes a mesma coisa", disse, acreditando que a venda que vale é aquela realizada pelo C13.
 
A forma como descobriu o acordo gremista também chateou Koff.

- Soube agora, até pelo canal de vocês, vi na internet. Lamento que tenha sido o primeiro clube. Pela razão e pelas ligações históricas que tenho com o Grêmio. Poderia ter sabido isso não sendo por vocês, sendo pela palavra do presidente do Grêmio, por um telefonema dele - afirmou, por telefone, na tarde desta quarta-feira.

Contrariado, Koff lançou uma série de questionamentos sobre a notícia: "Desperta-me uma preocupação como gremista. Será que o Grêmio fez o melhor negócio? Será que está ganhando mais do que ganharia ou mais do que o mínimo assegurado pelas licitações? Por que o Grêmio ser o precursor na negociação em que se está brigando por todos os lados para aumentar o valor? Por que o Grêmio inviabiliza um processo de negociação que poderia atingir um valor que nós pretendemos? Não tenho respostas".
 
Ele não crê que a atitude gremista se deva à presença de opositores seus na diretoria tricolor. "Não acredito. Pode ser por um ou outro ter inveja de mim e disputar o Grêmio para se igualar ao que eu não consegui sozinho, consegui com a história do Grêmio e com as pessoas que me ajudaram. É lamentável. Deve sofrer muito uma pessoa que conduz seus atos por causa desse sentimento", alfinetou.
 
Antes mesmo da programada entrevista coletiva dos cartolas gaúchos, ele exigiu:

- Cabe ao Grêmio dar uma nota pública que venha ao encontro de seus associados e torcedores, dizendo que fez um negócio muito melhor do que aquele que estava sendo conduzido pelo seu ex-presidente e pelo Clube dos 13, que vai ganhar muito mais e que foi o primeiro (clube a anunciar acordo isolado com uma emissora) porque vai balizar os demais e ninguém vai ganhar mais dinheiro. Então, ótimo. Aí eu bato palmas para ele.

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