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9 de mai de 2011

As 37 ações contra PHA. Dantas quer criar jurisprudência e calar blogosfera

Pela primeira vez, neste fim de semana, no encontro de blogueiros sujos do Rio o blogueiro Paulo Henrique Amorim leu a lista dos que o acionam na Justiça.

Até então, seus advogados, Cesar Marcos Klouri (Cível) e Elizabeth Queijo (Crime) sugeriram quem eu não tornasse a lista pública.

O que o ansioso blogueiro disse no memorial Getúlio Vargas, na Praia do Russel, foi simples: Dantas quer criar uma jurisprudência contra a liberdade na blogosfera.

Como?

Com infinitos recursos – advindos da plimvatização do FHC e do cala-a-boca da BrOi – e 1001 advogados regiamente pagos, Dantas quer mais do que calar o ansioso blogueiro.

Ele quer estabelecer uma linha de julgamento, fixar os trilhos por onde possa passar, no futuro, a liberdade na internet.

Calar PHA pelo bolso ele está careca de saber que é impossível.

Essas 12 ações no Cível – todas iguais – têm essa função: fixar uma linha de decisão judicial que proíba o blogueiro e qualquer outro blogueiro de falar mal dele.

Ou de qualquer rico.

Especialmente se tiver olhos azuis como os de Frank Sinatra (como dizia um de seus áulicos).

Dantas e assemelhados já cooptaram o PiG (*).

Por exemplo, a Época, que teve acesso ao relatório Saadi da Polícia Federal, que incrimina Dantas, e fez de tudo para livrar Dantas de nova cadeia.

Falta encarcerar a blogosfera.

As ações de Dantas contra o ansioso blogueiro têm como objetivo, também, identificar os IPs dos que entram neste blog.

Identificar o amigo navegante seria matar o blog.

Foi o que a China tentou fazer com o Google e desistiu.

A Justiça brasileira tem derrotado Dantas sistematicamente.

E continuará a fazê-lo, inapelavelmente.

Isso lhe custará caro.

Ninguém pode cavalgar sobre o sistema judicial para calar alguém pelo bolso – ou pela intimidação.

Nem os ricos (e de olhos azuis) têm esse direito.

Evidentemente, PHA não é a única vítima.

Talvez valha a pena “exemplá-lo”, porque trabalha também na televisão e é mais conhecido.

Mas, o Azenha, outro “televisivo”, está sob perseguição.

No Paraná, a Justiça e o notável governador tucano Beto Richa tentam calar um blogueiro.

No Pará, blogueiros sofrem.

No interior do Brasil, apanham.

Esta batalha começa a desenhar-se.

Uma nova mídia, tecnicamente incontrolável.

Então, ele tenta calar com a única arma que tem: grana.

E 1001 advogados.

A seguir, a lista dos que processam PHA.

Diz-me quem te processa e dir-te-ei quem és.

No Crime:
- José Serra (dispensa apresentações)
- Heráclito Fortes, que foi “líder da bancada Dantas no Senado”, como ali era conhecido
- Naji Nahas, especulador que quebrou a Bolsa do Rio e foi preso com Dantas e Celso Pitta no PF Hilton, no âmbito da Satiagraha, acusado de lavar dinheiro
- Carlos Jereissati, dono da BrOi, que deu um cala-a-boca de US$ 1 bilhão a Dantas; detém 80% da telefonia fixa do Brasil sem botar um tusta do próprio bolso; um multi-milionário
- Sergio Andrade, sócio de Jereissati na BrOi (também sem botar um tusta), e dono da Andrade Gutierrez, empreiteira que fatura R$ 22 bilhões; um multi-milionário
- Nélio Machado, advogado de Daniel Dantas e da família de Castor de Andrade, no Rio
- Ali Kamel, notável antropólogo, o Gilberto Freyre de nossos tempos, combate as cotas raciais

No Cível:
- Heráclito Fortes
- Heraldo Pereira, ex-professor da escolinha de Gilmar Mendes de pós-graduação em Direito Constitucional por SMS
- Gilmar Mendes já perdeu uma no Crime. Insiste. Seu advogado é o notável jurisconsulto Sepúlveda Pertence, que já defendeu causas mais nobres
- Gilmar Mendes
- Heráclito Fortes
- Alberto Pavie, advogado de Dantas
- Fausto Macedo, repórter do Estadão que tem Gilmar Mendes como fonte explícita ou implícita de muitas reportagens
- Naji Nahas
- Ali Kamel
- Nélio Machado
- Sergio Andrade
- Daniel Dantas, o passador de bola apanhado no ato de passar bola
- Daniel Dantas
- Daniel Dantas
- Daniel Dantas
- Daniel Dantas
- Daniel Dantas
- Daniel Dantas
- Daniel Dantas
- Daniel Dantas
- Daniel Dantas
- Daniel Dantas
- Daniel Dantas
E outros menos notáveis, como, por exemplo, Eduardo Cunha, obscuro deputado do PMDB do Rio, fonte que iluminou a administração de Furnas, por um bom tempo.

São ao todo 37 ações judiciais.
Diz-me quem te processa e dir-te-ei quem és.

Do conversaafiada

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