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20 de jan de 2011

Governador Tarso diz que o STF promove ''choque entre poderes'' e que a OAB não assume pautas fundamentais para o país

O governador Tarso Genro (PT) aproveitou ontem sua conferência na abertura do evento "Encontro Brasileiro de Legislativos - O Brasil que saiu das Urnas", com a presença de integrantes do Executivo, do Judiciário, do Legislativo e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS), para se manifestar sobre algumas das polêmicas políticas dos últimos dias e fazer críticas a setores da sociedade.

Ele minimizou as recentes discussões sobre questões salariais envolvendo integrantes ou ex-integrantes do poder público (como deputados estaduais e ministros do Supremo Tribunal Federal). Para ele, questões relacionadas ao Estado de direito não serão resolvidas apenas com o controle de salários. "Agora, a nossa querida OAB assume uma pauta sobre funcionários do Tribunal de Contas da União que utilizam passagens para ir à sua casa e voltar. Ou então, assume a pauta - na minha opinião de desconstituição do Poder Legislativo e Judiciário - sobre os salários dos deputados e de ministros. No entanto, não assume a pauta fundamental sobre o fato do STF provocar um choque entre os poderes ao não cumprir uma decisão do presidente da República", criticou, se referindo ao processo de extradição do italiano Cesare Battisti, negado pelo presidente Lula no final de seu mandato.

O petista criticou também o elitismo com que o STF trata os processos que chegam de diversas classes da sociedade. "Uma demanda singular de uma pessoa pobre e desassistida das grandes bancas de advocacia não tem o mesmo sucesso de quem tem condições", ressaltou.

O governador também fez referência à atuação dá mídia, afirmando que ela é uma "comunidade política" e deve ser tratada como tal e não "como se fosse o aparato neutro do bem". Tarso defendeu que a agenda política do governo faça uma composição com a da mídia, mas que não se paute pela última. "Cabe a nós sabermos selecionar e hierarquizar estas ações diretamente com a sociedade civil."

Ao final, o governador do Estado avaliou que o atual momento do RS é de concertação e diálogo, "exige de nós e da mídia uma abordagem diferente. A abordagem de conflito deve ser substituída pela da conflitividade regulada até certos limites, para que não prejudique o interesse público, e nos leve ao acordo e a concertação".











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