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15 de fev. de 2011

Receita original da Coca-Cola é descoberta 125 anos depois, diz site

A receita da Coca-Cola, guardada sob sete chaves pelos proprietários da empresa durante 125 anos, deixou de ser um mistério, segundo um site que afirma ter descoberto os ingredientes em uma página esquecida de jornal.


Como publicada nesta terça em seu site pelos produtores do programa de rádio "This American Life", a fórmula original do refrigerante mais popular do mundo estava na fotografia que ilustrava um artigo sobre a história da Coca-Cola, publicado no jornal "Atlanta Journal Constitution" de 1979.


A imagem mostra uma lista de ingredientes escritos de próprio punho em 1886 por um amigo do criador da bebida, John Pemberton, em um livro de boticário passado de geração em geração que atualmente estava com uma mulher em Griffin (Geórgia), conforme "Thisamericanlife.com".


A Coca-Cola, que mantém a versão oficial de sua receita em um cofre em Atlanta que só dois funcionários têm a chave, não confirmou se a composição publicada é a correta.

Da lista publicada, a parte mais reveladora é a que explica como misturar o 7X, uma substância que só representa 1% da bebida, mas que é crucial para dar o sabor característico.

Para a mistura do famoso ingrediente secreto são necessárias oito onças (cerca de 30 ml) de álcool, 20 gotas de óleo de laranja, 30 gotas de óleo de limão, dez de óleo de noz moscada, cinco de óleo de coentro, 10 de óleo de neroli - das flores da laranjeira amarga - e 10 de óleo de canela.

O restante da bebida é elaborado com três onças de ácido cítrico, duas onças e meia de água, uma de cafeína, uma de baunilha, duas pitadas de suco de lima, uma onça e meia de bala para dar cor e uma quantia de açúcar que é ilegível na lista.

A receita original inclui três copos de extrato de fluído de coca, um ingrediente que a companhia retirou do composto no início do século 20 após uma série de críticas.

Resta saber se, além da eliminação desta substância, os proprietários da Coca-Cola aplicaram modificações substanciais na fórmula desde que Pemberton a projetasse.

Para tentar comprová-lo, a equipe do programa radiofônico reuniu um grupo de analistas e amantes da bebida em uma degustação da mistura obtida pela receita.

Segundo o site, a maioria dos que provaram não encontravam diferenças da Coca-Cola comercializada. "Acho que esta é de verdade uma versão da fórmula", disse ao programa o historiador Mark Pendergrast, autor de uma história da bebida.
 
A receita está em



Ouça a matéria em

http://br.noticias.yahoo.com/s/15022011/40/economia-receita-original-da-coca-cola.html

USE

11 de fev. de 2011

Entrevista de Tarso Genro

O governador do Rio Grande do Sul e ex-ministro da Justiça, Tarso Genro, ataca as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do italiano Cesare Battisti. No Ministério em 2009, Genro concedeu refúgio a Battisti e afirma que o STF age de forma ilegal ao decidir por mantê-lo preso.

- O Supremo está errado, está violando a Constituição e já deveria ter mandado soltar o Battisti, que está ilegalmente preso no País há muito tempo - critica em entrevista a Terra Magazine.

É aguardada para este fevereiro a decisão final do STF sobre a extradição de Battisti. Nesta quarta-feira (9), o Senado aprovou a indicação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luiz Fux, para integrar o Supremo. O julgamento sobre Battisti deve acontecer depois que o novo ministro tomar posse.

"Eu não sei o que esperar porque o STF já violou a lei em diversas oportunidades", diz com dureza o governador gaúcho. "Violou a lei quando não interrompeu o processo de extradição mesmo que a legislação - claríssima - diga que quando é concedido refúgio, a extradição deve ser interrompida".

Ex-membro do Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), Battisti é considerado terrorista pelo governo italiano e foi condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos ocorridos na década de 1970. Depois de exilar-se na França por mais de 10 anos, ele fugiu para o Brasil assim que o governo francês decidiu pela extradição para a Itália, em 2004.

Depois da decisão de Genro, o STF entendeu que era preciso colher a posição do presidente Lula. O motivo foi estar em jogo questão de relação internacional entre dois países. Ao fim do mandato, Lula acatou parecer da Advocacia Geral da União (AGU) que recomendava a manutenção de Battisti em território brasileiro e também decidiu pela não extradição. O STF decidirá agora se a decisão de Lula contrariou ou não tratado bilateral entre Brasil e Itália.

Genro comenta, ainda, a situação financeira do Rio Grande do Sul, que considera crítica. Balanços desde o ano de 2006 disponíveis na Secretaria da Fazenda do Estado apontam que nos últimos quatro anos o Rio Grande do Sul arrecadou menos do que previa em orçamento e Genro avalia que o problema de saúde financeira segue há pelo menos dez anos. Em 2010, o saldo em caixa deixado para o ano seguinte era de apenas R$ 748,07. De volta de uma viagem ao Uruguai nesta semana, o governador prega ainda a necessidade de regionalizar as relações com os países do Sul.

Leia a entrevista na íntegra.

Terra Magazine - O senhor esteve esta semana no Uruguai para falar de Mercosul, o que tirou dessa viagem?

Tarso Genro - Nós temos uma contiguidade territorial com o Uruguai, temos também uma afinidade produtiva e cultural. Todas as questões importantes que relacionam o Uruguai com o nosso País passam ou politicamente ou fisicamente com o nosso território. Então foi uma aproximação, buscando uma agenda de trabalho do Estado com o Uruguai. Seja na relação entre empresários, com eventos culturais ou na discussão da questão do arroz. Temos uma saturação da produção na região e temos que buscar em conjunto terceiros mercados.

E por que esse aspecto regional é importante?

É uma estratégia de aproximação e de construção de uma agenda bilateral que impulsione a integração do Mercosul. Nós não podemos ter o Mercosul apenas como um corredor para os interesses de São Paulo e Buenos Aires. Temos que fazer integrações regionais fortes. Temos a ambição de transformar o Rio Grande do Sul em uma base institucional política, uma base de relacionamento. E preciso que essa região do Cone Sul seja também um palco privilegiado de negociação política e não meramente comercial.

Quando assumiu, o senhor criticou a ex-governadora Yeda Crusius (PSDB) e declarou que o caixa do Estado estava zerado. Como está a situação agora?

Nossa situação financeira aqui não foi uma surpresa. Nós sabíamos que a situação do Estado era muito ruim e que isso apenas dava continuação a uma situação dramática que se arrasta há mais de 20 anos. Quando nós anunciamos a situação que a governadora Yeda deixava, nós apenas impugnamos a visão de que ela tinha supostamente melhorado a situação financeira do Estado e conseguido um equilíbrio fiscal. Nós sabíamos que isso não era verdadeiro, que era apenas um trabalho de marketing. Partia do pressuposto de que meramente não gastar em saúde, não gastar em educação e nem em segurança colocaria o Estado numa situação virtuosa. Herdamos uma situação de caixa ruim, herdamos muitas dívidas e um potencial de arrecadação que não indica qualquer melhora. Mas estamos preparados para enfrentar essa situação.

Qual a extensão real do problema e qual a estratégia para contornar?

Temos que agilizar o nosso controle, nossa fiscalização, imprimir um ritmo acelerado no sistema de cobranças e vamos procurar a melhoria de caixa criando condições para o crescimento econômico da região. Nós queremos resolver o problema de caixa crescendo. E não deixando de gastar. Vamos gastar com equilíbrio, mas vamos fazer todos os movimentos para o Rio Grande do Sul ter uma taxa de crescimento superior, inclusive, à do Brasil. Temos hoje 17% da renda líquida do Estado comprometida com o pagamento e a rolagem da dívida pública. É uma situação adversa, mas não é insuperável. O ex-presidente Lula enfrentou uma situação bastante parecida na União.

O STF decide esse mês sobre a extradição de Cesare Battisti. O que o senhor espera dessa decisão?

Eu não sei o que esperar porque o STF já violou a lei em diversas oportunidades. Violou a lei quando não interrompeu o processo de extradição mesmo que a legislação - claríssima - diga que quando é concedido refúgio, a extradição deve ser interrompida. Violou a lei quando não respeitou a decisão do presidente da República - soberana e deferida pela Constituição - de que a palavra final sobre o assunto é do próprio Supremo. Violou a lei alterando sua tradição de interpretação da lei, porque o Supremo já havia decidido no sentido contrário em outros casos, inclusive de pessoas integrantes da Brigada Vermelha. Como o Supremo decide a interpretação da lei em última instância, nós, dentro da democracia, temos que acatar. Não podemos, evidentemente, considerar que estas decisões são constitucionais. O Supremo está errado, está violando a Constituição e já deveria ter mandado soltar o Battisti, que está ilegalmente preso no País há muito tempo.

E o que o senhor achou da carta em que Battisti se defendia e que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) leu em plenário?

Eu não devo mais me manifestar sobre isso porque não sou mais ministro da Justiça. Já cumpri o meu dever, meu despacho está plenamente fundamentado e teve o apoio dos juristas mais ilustres do nosso País. Isso foi pouco comentado na mídia, mas dezenas de juristas se manifestaram favoráveis ao meu despacho. E eu apenas repeti os argumentos que eu já tinha dado sobre o assunto, mas a partir de agora não falo mais sobre o assunto porque é da competência do ministro (José Eduardo) Cardozo.

Gostaria de fazer uma menção a uma entrevista que o senhor deu ao jornal italiano La Stampa, no qual compara o Battisti aos militantes brasileiros do período da Ditadura Militar. É uma comparação controversa, porque no meio jurídico mesmo há quem diga que Battisti não pode ser colocado no patamar de um perseguido político.

Eu acho que isso é uma bobagem. O governo italiano - que é um governo que nós conhecemos muito bem pelas informações que circulam no plano internacional - chamou o Battisti de terrorista. O que eu disse e repito é que isso não basta para qualificar uma pessoa como terrorista, porque nós, na época do regime militar, também éramos chamados pela ditadura de terroristas.

O senhor não acha controverso que alguém acusado de cometer tantos crimes tenha acesso aos políticos e proteção da lei brasileira?

Não se trata de proteção da lei brasileira, trata-se de proteção do direito internacional. E esses supostos crimes que o Battisti cometeu não estão provados. Qualquer juiz que examinasse esse processo nos dias de hoje, iria inocentá-lo. O problema é que se formou na mídia essa ideia de que estão provados os crimes que ele cometeu. E não estão provados. São processos absolutamente irregulares. Alguns deles, inclusive, questionados pela Anistia Internacional por conta dos métodos utilizados para obter determinadas provas.

Ana Cláudia Barros e Dayanne Sousa

Vídeo com apologia ao crime no YouTube leva quadrilha a ser presa

Suspeitos são acusados de homicídios e de impor clima de terror no Morro do Papagaio, em BH. Veja o vídeo no final

Seis integrantes do grupo de rap denominado “3 insano irmão de sangue” foram apresentados nesta quinta-feira (10) pela Polícia Civil. Eles são suspeitos de cometer vários crimes, como tráfico de drogas e homicídios, no aglomerado do Morro do Papagaio, Região Centro-Sul de Belo Horizonte.



De acordo com a titular da Delegacia de Investigações de Homicídios da Região Sul, delegada Elenice Ferreira, os suspeitos começaram a ser investigados no ano passado após postarem o vídeo “Rolê no Inferno” no You Tube, um rap com apologia á violência. O vídeo, que até esta tarde já havia sido assistido por mais de 12 mil pessoas, mostra situações de simulação de um sequestro, consumo de drogas e atos de violência.

Ainda conforme a delegada, as investigações apontaram que, na vida real, os suspeitos estariam extrapolando a música e se utilizando de atos de violência e até impondo normas de comportamento no aglomerado. Ainda conforme a delegada. o grupo, também conhecido no local como “Gangue da Antena”, teria dominado a Rua São Tomás de Aquino e estabelecido quem poderia transitar pela, principal via de acesso do aglomerado.

De acordo com Elenice Ferreira, o grupo é suspeito pela morte do morador Márcio Ribeiro da Silva, que teria demonstrado publicamente sua discordância quanto às normas do grupo, e assassinado em outubro passado com requintes de crueldade. Agora, o grupo também passou a ser investigado pela execução de outro morador, identificado apenas como Ricardo, morto em janeiro passado com mais de 30 tiros de vários calibres.

A delegada disse ainda que o o líder do grupo, Vinícius Atanásio Aguiar, 28 anos, o “Vesguinho” e Nilton Márcio de Souza, o “Escorrega”, 18 anos, haviam sido presos anteriormente. Durante seu interrogatório, “Vesguinho”, que teria produzido, dirigido, editado e postado o vídeo na Intenet, teria justificado o trabalho como “liberdade de expressão” (e o blog neste ponto, concorda).

Nesta quinta pela manhã, forma presos Ivan Catarino, o “Negão”. 22 anos, Denis da Silva Linhares, o “Orêia”, 19 anos, Joseon Santos, o “Dugê”, 21 anos, e Warlei Alves Rodrigues, o “Bilé”, 19 anos por força de cumprimentos de mandados de prisão. Todos eles foram presos no Morro do Papagaio sem oferecer resistência.

Não foram apreendidas nem armas ou drogas.

Ao serem apresentados no auditório do Departamento de Investigações da Polícia Civil, os seis suspeitos não quiseram dar declarações aos repórteres.

 
Da mesma forma, apesar dos pedidos insistentes dos repórteres, eles se recusaram a cantar partes do “rap” “Rolê do Inferno”.
 












9 de fev. de 2011

"Contorcionismo" do Ig: em São Paulo é blecaute, no Nordeste é apagão


A mesma igreja que é contra a camisinha, admite confissão pelo IPhone...

A Igreja Católica aprovou um aplicativo para iPhone que ajuda fiéis a confessarem. O programa - chamado Confissão - foi colocado à venda semana passada pela loja virtual da Apple, iTunes, por US$ 1,99 (R$ 3,32). 
A igreja moderninha não usa camisinha, mas se confessa

Descrito como "a ajuda perfeita para todo penitente", o aplicativo dá ao usuário dicas e orientações sobre o ato da confissão.




O aplicativo guia os usuários através do sacramento da confissão - em que católicos admitem seus pecados - e permite que o fiel mantenha um registro de seus pecados.


O aplicativo também permite que os usuários façam um exame de consciência com base em fatores como idade, sexo e estado civil - mas afirma que não tem como objetivo substituir a confissão inteiramente.


Em vez disso, diz o aplicativo, a idéia é encorajar os usuários a compreender suas ações, e a buscar um padre para obter absolvição.
 

"Nosso desejo é convidar católicos a se envolverem com sua fé através da tecnologia digital", disse Patrick Leinen, da Little iApps.

 
O lançamento foi feito logo após o papa Bento 16 ter exortado católicos a usarem a comunicação digital e mostrarem-se presentes online.

 
Os arquitetos do aplicativo, baseados no estado americano de Indiana, disseram ter levado em conta as palavras do papa enquanto preparavam a ferramenta para consumo público.

 
"Nosso objetivo com esse projeto é oferecer um aplicativo digital que seja uma "verdadeira nova mídia a serviço da palavra", disse a empresa.

 
Segundo a Little iApps, o aplicativo foi desenvolvido com a ajuda de vários padres, e teve a aprovação do bispo Kevin Rhoades da diocese de Fort Wayne, em Indiana.

 
Essa seria a primeira vez que a Igreja aprovou um aplicativo para celular, embora a instituição não seja totalmente alheia ao mundo digital.

 
Em 2007, o Vaticano lançou seu próprio canal no YouTube.

 
Dois anos depois, um aplicativo para o Facebook foi criado, para que usuários pudessem enviar cartões postais digitais ao pontífice.

Agora, membros do clero católico nos Estados Unidos deram sua aprovação oficial ao aplicativo, em um gesto da Igreja Católica que se acredita ser inédito.

3 de fev. de 2011

Tudo que tuitar pode ser usado contra você, até no tribunal

Postagens consideradas ofensivas acabam na Justiça ou em boa dor de cabeça para internautas falastrões

Anônimos ou famosos, ninguém está livre dos ecos de comentários inconsequentes nas redes sociais da internet

O vendedor Pedro Henrique Santos, 19, está pagando, a prestação, o preço de uma tuitada inconsequente.

Morador de Ipameri, cidadezinha do interior de Goiás, ele não viu nenhum problema em postar no seu perfil do microblog uma foto de uma garota em trajes sumários.

Processado por danos morais, teve de pagar à vítima -maior de idade- R$ 3.000.

Como não tinha todo o dinheiro, vai desembolsar por mês R$ 150, em 20 vezes.

O caso ilustra uma situação cada vez mais corriqueira: os desabafos, os comentários e as brincadeiras de mau gosto facilmente esquecíveis se ditos em mesa de bar se amplificam se feitos nas redes sociais, com consequências na vida profissional e legal do internauta desbocado.

Antes de Pedro, outras pessoas, incluindo aí os famosos, tiveram problema.

O comediante Danilo Gentilli foi investigado pelo Ministério Público por acusação de racismo após ter feito uma piada em que comparava, no Twitter, o gorila King Kong a jogadores de futebol.

Há casos em que a tuitada não vira caso de Justiça, mas acaba em boa dor de cabeça.

Rita Lee criticou a construção do estádio do Corinthians em Itaquera. Chamou o bairro da zona leste paulistana de “c… de onde sai a bosta do cavalo do bandido”. Gal Costa disse que os conterrâneos baianos eram preguiçosos. As duas ouviram poucas e boas do público.

As empresas têm ficado de olhos nos perfis de seus funcionários. Dois rapazes, um da região de Campinas, outro de Piracicaba, acabaram demitidos por justa causa após postagens inconsequentes.

O primeiro publicou no Orkut que estava furtando notas fiscais da empresa onde trabalhava. O segundo postou no YouTube um vídeo em que dava cavalos de pau com a empilhadeira da empresa.

Ambos entraram com ações na Justiça do Trabalho a fim de reverter o caráter da demissão, mas perderam.

Juliana Abrusio, professora de direito eletrônico da universidade Mackenzie, aponta que o afã de fazer um desabafo, de exprimir uma opinião ou de simplesmente demonstrar atitude crítica em relação a algo faz com que as pessoas percam a ideia do alcance da internet.

“Se você fala mal de alguém numa mesa de bar com seis pessoas, ele fica ofendido, mas é suportável. Quando vai para 6.000 ou 6 milhões de pessoas, a pessoa pode ser destruída”, afirma.

Renato Opice Blum, advogado especializado em crimes digitais, diz que o Brasil tem mais de 30 mil decisões judiciais relacionadas à internet. Só em seu escritório há cerca de 5.000 mil ações.

Um fotógrafo colaborador do Grupo Folha acabou afastado após publicar no Twitter uma declaração considerada ofensiva aos torcedores do Palmeiras, na sede do clube. Foi agredido fisicamente.


Tuitar pelos cotovelos só é vantagem para quem não tem nada a perder

Uma das primeiras grandes ilusões sobre as vantagens de tuitar pelos cotovelos veio da campanha de Barack Obama à Casa Branca, em 2008. Tornaram-se simbólicas as fotos do democrata pendurado no Blackberry.

Com mais seguidores que os concorrentes, ele também acabou por colocar mais voluntários pelas ruas e arrecadar mais dinheiro.

Ficou a falsa ideia de que uma coisa possa ter sido consequência direta da outra e, pela distorção de “cases” como esse, propagou-se a imagem de que tuitar a granel pode ser uma boa maneira de cativar a internet, fazer negócios e influenciar pessoas.

Obama, contudo, nunca tuitou pelos cotovelos, nem pelo fígado. Suas mensagens refletiam um discurso estudado, gerado em laboratório.

Foram as suas causas políticas, propagadas também via TV e grandes comícios, que deram assunto para que seus admiradores espalhassem seu nome no ventilador.

Estratégia diferente tinham alguns dos candidatos pequenos ou nanicos que, sem medo de dar tiro no pé, acabaram acertando na mosca em posições mais controversas e saindo da corrida melhor do que entraram.

Da mesma forma, a lista de celebridades brasileiras com maior número de seguidores está cheia de casos em que esse público todo não faz soma de bons contratos.

A atriz Fernanda Paes Leme, com seu mais de meio milhão de seguidores, está entre os top da rede social, mas na publicidade está muito longe do status de uma Grazi Massafera -que, por sua vez, nem Twitter tem.

Há casos ainda de gente traída pelo dedo leve, pelo esquecimento de que as mensagens são documentos e pelo anseio do desabafo.

A cantora Claudia Leitte alfinetou “alguns” fãs “muito malas” de Ivete Sangalo e acabou por colocar em xeque sua imagem de boa moça.

Celebridades que se deram melhor são as quase-famosas, como a modelo Angela Bismarchi, conhecida pelas muitas cirurgias plásticas.

Ela já agrega mais de 50 mil seguidores tecendo comentários sobre temas como as especificidades sexuais das hienas. No embalo, vai lançar um livro sobre sexo.


Cabe, assim, o exemplo também para advogados, vendedores, professores.

Fazer propagar informações sobre um produto que se quer vender ou compartilhar assuntos do qual se é especialista pode ser um gol.

O escritor Fabrício Carpinejar ganhou 84 mil seguidores divulgando sua obra em textos breves.

Já dar bom dia a cavalo para tornar o perfil atraente a um monte de curiosos pode esquentar o ego, mas só tem se mostrado vantagem para quem não tem nada a perder.


É preciso ter bom senso nas redes, dizem advogados

As crescentes ações na Justiça fomentadas pelo mau uso da internet podem ser facilmente evitadas, segundo advogados consultados pela Folha. Basta ter bom senso.

“As pessoas não podem esquecer que a lei não mudou. Na dúvida, não fale mal do companheiro de trabalho, não faça piada com o chefe, não se deixe fotografar em situação vexatória. Tudo vira evidência”, afirma a advogada Gilda Figueiredo Ferraz.

Segundo Alessandro Barbosa Lima, dono da empresa E.Life, que oferece serviços de monitoramento de marcas, semanalmente surgem casos de uso indevido das redes sociais por funcionários.

O advogado Eli Alves da Silva, presidente da comissão de direito trabalhista da OAB-SP, diz que não apenas os empregados podem se dar mal com o uso indevido das redes sociais. Empregadores também podem ser punidos e sofrer consequências caso os funcionários reclamem de condições de trabalho.

“Se o empregado reclamar de condições de trabalho que revelem um descumprimento da lei trabalhista, o patrão pode vir a ser punido, caso haja prova dessa ação.”

O advogado Renato Opice Blum descreve o que pode ser o limite entre a liberdade de expressão e o crime.

“Se o internauta avançar o limite da crítica normal e partir para o lado da ofensa, pode ser processado pelos crimes de calúnia, injúria e difamação, sem prejuízo de uma indenização. Tem sempre que evitar fazer juízo de valor”, afirma o advogado.

Para Brum, a primeira coisa que a pessoa deve fazer ao aderir a uma rede social é ler as regras de uso e conhecer os recursos que o programa oferece ao usuário.

Ele cita como simbólico o casos do diretor da Locaweb, patrocinadora do São Paulo, que criticou o time durante um jogo e foi demitido.

Da FOLHA SP por JAMES CIMINO e EVANDRO SPINELLI

30 de jan. de 2011

O peixe que Luciano Huck vende

A marota forma de ajuda de Luciano Huck

Luciano Huck é sócio do Peixe Urbano, um site de compras coletivas. Em dezembro último, o apresentador da Globo usou o Twitter para tentar bater o recorde de vendas de cupons no site:

"O apresentador Luciano Huck – agora sócio do site de compras coletivas Peixe Urbano - usou pela primeira vez o Twitter para impulsionar a venda de cupons de desconto – e quase conseguiu o que queria: superar o recorde de vendas do site."

http://idgnow.uol.com.br/internet/2010/12/08/luciano-huck-ja-usa-o-twitter-para-vender-seu-peixe/

Depois, ele postou esta mensagem no Twitter:

Luciano Huck
"Quer ajudar, e muito, as vítimas da serra carioca [sic]. Via @PeixeUrbano, vc compra um cupom e a doação esta feita. http://pes.ca/gZ2Ibb"

http://twitter.com/#!/huckluciano/status/26377814122962944

A compra dos cupons, segundo o site, reverterá em benefício de duas ONGs que estão ajudando as vítimas das enchentes. Parece bonito, mas não é.

Primeiro, é necessário ir ao site do negócio de Luciano.

Depois, é preciso se cadastrar no site. E então comprar um ou mais cupons de R$10,00.

Ganha Luciano porque divulga o seu negócio (mais de 7.000 RTs), cadastra milhares de novos usuários em todo o Brasil, familiariza esses usuários com os procedimentos do site, incentiva o retorno e aumenta absurdamente o número de cupons vendidos – alavancando o Peixe Urbano comercial, financeira e mercadologicamente. Além do ganho de imagem por estar fazendo um serviço público (vários elogios nos RTs).

Sabe-se lá como será contabilizado ou fiscalizado o total recebido como doação e repassado para as duas organizações parceiras. O usuário não tem nem terá acesso a esses dados internos.

Supondo que todo o montante arrecadado chegue às vítimas, se for mesmo o que estou entendendo, trata-se da mais sórdida exploração da desgraça alheia que já presenciei em toda a minha vida.

As pessoas que estão doando seu dinheiro, seus produtos, seu tempo, suas habilidades e sua atenção aos desabrigados e às vítimas não estão pedindo nada por isso, não estão ganhando nada com seu gesto de solidariedade, não estão usando essa tragédia para obter nenhuma forma de lucro pessoal. Fazem o bem porque são humanas, ficaram chocadas com as imagens e as informações, se sensibilizaram com o sofrimento alheio. Ajudam por solidariedade, empatia e até por desespero.

E a maioria delas não tem quase nada na vida, em comparação com o apresentador da Globo.

De todas as iniciativas já divulgadas até o momento, só a de Luciano Huck visa primeiramente ao lucro pessoal, para depois, secundariamente, resultar numa ajuda social.

Quando um tsunami matou 200 mil pessoas no sudeste da Ásia, em 2004, recebi um e-mail de um escritor inglês pouco conhecido, no qual se fazia a oferta: "Compre um dos meus livros, e eu doarei 30% do valor para as vítimas da tragédia". Saí da lista do explorador barato na hora, mas a favor dele contava o número reduzido de destinatários da mensagem.

Luciano Huck tem 2.600.000 seguidores no Twitter: é este o público-alvo do seu apelo interesseiro. Pode não bater o recorde de cupons, desta vez, mas temo que tenha batido o recorde da safadeza. Aceito argumentos que me provem o equívoco dessa suspeita.

Depois dos R$24 milhões entregues pelo Estado à Fundação Roberto Marinho, dinheiro originalmente destinado à contenção de encostas e às obras de drenagem, mais esta. Turma da Globo, vocês pensam que estão apenas lucrando com as águas, mas na verdade podem estar brincando com fogo.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-exploracao-da-tragedia-o-caso-huck

VEJA promove Luciano Huck e o Ministério Público do RJ fecha o cerco a ele

Matéria publicada no blog Lado B:

O mundo “explodindo” em convulsões sociais, protestos e catástrofes climático-ambientais à espera de iniciativas que diminuam os impactos de seus efeitos, de mudanças de atitude, e a revista semanal de maior circulação no país ignora tudo isso. Ela estampa uma capa estilo “Caras”, colocando o casal Angélica e Luciano Huck em destaque. Cuma?!

Mas o bom e velho jornalismo resiste bravamente na capa de outra revista, com menor poder de inserção, mas coerente com sua linha editorial e com a missão de se pautar pelo interesse público: a Carta Capital.

À revelia do “bom mocismo” que Veja tenta colar à sua imagem, Huck se defende de processo contra ele por acusação de crime ambiental movido pela Prefeitura de Angra dos Reis desde 2007:



Para elucidar o porquê da decisão de Veja colocar o “bom mocinho” Luciano Huck na sua capa esta semana, basta consultar detalhes do processo que ele responde. Huck terá a casa vistoriada por perícia e o Ministério Público do Rio de Janeiro, exige que ele deposite o valor das custas processuais.




MPF ajuizou a quinta Ação Civil Pública contra o Conselho Federal da OAB

O Ministério Público Federal ajuizou a quinta Ação Civil Pública contra o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e a Fundação Getúlio Vargas para pedir nova correção das provas do Exame da Ordem, realizado no segundo semestre de 2010. Desta vez, o pedido foi feito pelo MPF do Rio de Janeiro no dia 21 de janeiro e será analisado pela juíza da 15ª Vara Federal do Rio, Carmen Silvia Lima de Arruda.

A primeira ação foi ajuizada pelo MPF do Ceará, em princípio autorizada pela primeira instância, e em seguida, cassada pelo Tribunal Federal da 5ª Região. Em seguida, o MPF do Distrito Federal entrou com ação semelhante, porém, a liminar foi negada logo na primeira instância. As terceira e quarta ações foram elaboradas em Goiás e em Santa Catarina, e ainda não foram analisadas pela Justiça Federal.

As ações foram propostas depois que o MPF passou a receber denúncias de irregularidades na correção das provas da segunda fase do Exame de Ordem 2010.02 e pedem nova divulgação dos espelhos de todas as provas prático-profissionais do último Exame, após a recorreção das provas. Os demandados — OAB e FGV — também deverão, após a recorreção pedida, reabrir o prazo recursal para os candidatos, de acordo com os pedidos.

O presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante, já comentou que o MPF adotou uma "tática de guerrilha" e que a postura de alguns procuradores é "lamentável" porque desrespeita a lealdade processual, na qual todas as ações deveriam ser concentradas no foro competente, em Brasília. Segundo o advogado, o MPF tem o direito de questionar a correção, mas o processo precisa tramitar no foro competente.


 
Nota do Blog: O presidente da OAB tem se notabilizado muito mais como militante político do Jornal Nacional, do que como processualista. Fez um escândalo contra o ENEN, mas seu telhado era de vidro e se quebrou. O mandato que é pouco, logo se acaba. A advocacia agradecerá quando a OAB voltar a ser neutra.

27 de jan. de 2011

Alckmin arruma cargo para Soninha: "superintendente de artesanato"

Depois de sua decisiva atuação = para a derrota = na campanha de Bispo Cerra via internet, a exótica Soninha é premiada.

Devagarinho, o PSDB vai combatendo o desemprego, da sua base, é claro.

20 de jan. de 2011

Piratini vai tentar desistir de ADI proposta por Yeda - no STF - contra o piso dos professores

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) impetrada pela ex-governadora Yeda Crusius (PSDB) e mais quatro estados no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a lei que instituiu o piso nacional dos professores, em 2008, será contestada pelo atual comando do Palácio Piratini. Por determinação do governador Tarso Genro (PT), a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) irá ingressar hoje no STF com uma petição que manifestará a postura do Piratini, contrária à Adin e favorável ao pagamento do piso de R$ 1,5 mil. A iniciativa foi deflagrada um dia após o governo ter declarado que a retirada da Adin do STF, uma das promessas mais reiteradas por Tarso na campanha eleitoral, era impossível do ponto de vista jurídico. O Piratini argumentou que a ação, uma vez impetrada, deve tramitar até o final. "Queremos mostrar aos ministros do STF que o nosso governo é favorável e fará todos os esforços para cumprir com o piso dos professores", disse o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, em nota publicada no site do Piratini ontem à tarde. O governo afirmou que irá convocar, no primeiro semestre de 2011, os professores para negociar a forma de pagamento do piso nacional. Tarso prometeu na campanha que a concessão completa do benefício aos servidores do magistério se dará de forma escalonada, devido às dificuldades financeiras do Estado.

O advogado Antonio Augusto Mayer dos Santos, especialista em legislação eleitoral e administração pública, afirmou ontem que a retirada da Adin do STF é complexa, mas não impraticável. "Não posso imaginar que seja impossível. Não se pode ser tão taxativo em direito público", afirmou.

Governador Tarso diz que o STF promove ''choque entre poderes'' e que a OAB não assume pautas fundamentais para o país

O governador Tarso Genro (PT) aproveitou ontem sua conferência na abertura do evento "Encontro Brasileiro de Legislativos - O Brasil que saiu das Urnas", com a presença de integrantes do Executivo, do Judiciário, do Legislativo e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS), para se manifestar sobre algumas das polêmicas políticas dos últimos dias e fazer críticas a setores da sociedade.

Ele minimizou as recentes discussões sobre questões salariais envolvendo integrantes ou ex-integrantes do poder público (como deputados estaduais e ministros do Supremo Tribunal Federal). Para ele, questões relacionadas ao Estado de direito não serão resolvidas apenas com o controle de salários. "Agora, a nossa querida OAB assume uma pauta sobre funcionários do Tribunal de Contas da União que utilizam passagens para ir à sua casa e voltar. Ou então, assume a pauta - na minha opinião de desconstituição do Poder Legislativo e Judiciário - sobre os salários dos deputados e de ministros. No entanto, não assume a pauta fundamental sobre o fato do STF provocar um choque entre os poderes ao não cumprir uma decisão do presidente da República", criticou, se referindo ao processo de extradição do italiano Cesare Battisti, negado pelo presidente Lula no final de seu mandato.

O petista criticou também o elitismo com que o STF trata os processos que chegam de diversas classes da sociedade. "Uma demanda singular de uma pessoa pobre e desassistida das grandes bancas de advocacia não tem o mesmo sucesso de quem tem condições", ressaltou.

O governador também fez referência à atuação dá mídia, afirmando que ela é uma "comunidade política" e deve ser tratada como tal e não "como se fosse o aparato neutro do bem". Tarso defendeu que a agenda política do governo faça uma composição com a da mídia, mas que não se paute pela última. "Cabe a nós sabermos selecionar e hierarquizar estas ações diretamente com a sociedade civil."

Ao final, o governador do Estado avaliou que o atual momento do RS é de concertação e diálogo, "exige de nós e da mídia uma abordagem diferente. A abordagem de conflito deve ser substituída pela da conflitividade regulada até certos limites, para que não prejudique o interesse público, e nos leve ao acordo e a concertação".











18 de jan. de 2011

O Vexame dos Brasileiros que Defenderam o Golpe em Honduras

Se tivéssemos uma imprensa séria e profissional de verdade no País, determinados “comentaristas políticos” já teriam sido despachados e as empresas que eles trabalham veiculariam desculpas públicas pelas asneiras que disseram ou escreveram. Como não são e ainda duvidam da inteligência de quem os lê, vê e ouve, fica tudo por isso mesmo e quem falou ou escreveu a sandice continua ocupando espaço, ignorando solenemente a necessidade de se explicar ao distinto público.

Poderia citar aqui vários jornalistas e comentaristas que usaram os mesmíssimos argumentos, e isso mostra como a maioria reza pela mesma cartilha, mas dentre todos os entoadores de mantra ninguém defendeu o golpe em Honduras com mais paixão e afinco do que Alexandre Garcia e Arnaldo Jabor.

Quando em 2009 os milicos tomaram o poder em Honduras, expulsando o presidente eleito legitimamente a opinião pública internacional condenou de imediato. O comportamento da imprensa nacional foi esquizofrênico, fazendo eco a princípio com a reação internacional, mas logo em seguida mudando lentamente de posição, até defender abertamente a “legalidade” de um vergonhoso golpe de estado.

Assim que o Brasil assumiu posição de protagonista ao enfrentar os golpistas e dar abrigo ao presidente legítimo na sua embaixada em Tegucigalpa, esse pessoal que ficou responsável por defender a legitimidade do golpe frente à opinião pública brasileira começou a repetir os argumentos fajutos dados pelos golpistas para tentar justificar o atentado contra a democracia daquele país.

Afirmaram enfaticamente que o golpe era legítimo porque Zelaya tentara mudar a constituição. Na verdade, o que Zelaya tentou fazer foi um plebiscito onde a população decidiria se o presidente poderia ser reeeleito ou não. Muito mais democrático do que tentar o mesmo através de emenda constitucional, sem respaldo popular como fez FHC em 1997. A desculpa oficial para justificar o golpe era uma cláusula pétrea na constituição que impedia a reeleição do presidente, portanto passaram a defender que não existiu golpe nenhum, e da mesma forma que vivem tentando reescrever a nossa história, determinaram que o que houve em Honduras em 2009 e no Brasil em 1964 foram “contra-golpes”.

Nem o fato do governo golpista ter fechado TV, rádios e jornais à força, além de ter reprimido com violência manifestações populares mexeu com os brios de quem trabalha com imprensa ou estimulou condenações contra a restrição às liberdades de imprensa. Até a população que protestava contra o golpe e tomou as ruas de Tegucigalpa, chegando a fazer um cerco de proteção à embaixada do Brasil foi classificada como “partidários de Zelaya” e não “dissidentes” como eles costumam classificar opositores de regimes que eles consideram ditaduras.

A humilhação já tinha vindo com uma das revelações do Wikileaks onde o embaixador americano em Honduras classificou o golpe como golpe, simples assim. Logo os EUA, por quem essas pessoas dedicam toda a sua reverência, vem a público ridicularizar suas teorias de “golpe branco”. Naquela ocasião já deveriam ter pedido o boné, como se diz no popular, mas o castigo tinha de ser maior.

Pois bem, nessa semana o governo atual de Honduras, eleito em pleito não reconhecido pela maioria dos países, inclusive o Brasil, e o congresso daquele país aprovaram, em uma ação pouco noticiada pela imprensa brasileira, uma modificação na constiuição que permitirá a reeleição do presidente. Exatamente o que Zelaya tentou fazer e virou desculpa para o golpe de estado.

Alexandre Garcia e Arnaldo Jabor não vão se explicar, vão continuar com espaço para falar o que o diretor de jornalismo da Rede Globo e os diretores da emissora gostariam de dizer, mas não tem coragem, no entanto, a cada dia mais gente vai entendendo o papel a que essas se prestam.